quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Poema gótico

Por ti

Por tiRasgaria céus e terras para trazer um pouco de azul
Por ti
Subiria às mais íngremes montanhas, em busca da flor mais bela
Por ti
Cruzaria mares infindos, procurando a ilha perfeita
Por ti
Desafiaria tumultuosas tempestades, procurando uma réstia de sol
Por ti
Desceria ao poço mais fundo, em busca da mais pura água
Por ti
Transformaria o cinza em cores resplandescentes
Por ti
Comporia uma maviosa sinfonia para te transportar ao mundo dos sonhos
Por ti seria azul, flor ilha, sol, água, côr, sinfonia...
Só por ti
Cobriria teu leito de pétalas, para teu doce descanso
A núvem mais branca, mais fôfa, seria teu travesseiro
Um manto de luar estrelado te aqueceria
Com afagos, com carinhos, a sorrir adormecias
Para ti...


Morte

Sinto-me morto
nesta cruz que me suporta!
Nem mesmo eu sei o que mais me importa!
Se é a tua ausência, ou se é a tua volta!

Neste meu recinto de segredos e labirintos,
vou deixando a máscara cair.
Não sei se finjo estar triste,
ou se finjo estar feliz.
Neste meu neutro estado de ser,
não sei mais o que sentir.

Sinto-me morto
diante destas horas tortas,
enforcada em uma corda,
sufocada, em coma,
imóvel e sórdida.

Neste meu sepulcro,
coloco minha vida...
decoro-o com letras
e algumas notas de melodia
para aliviar-me desta morte
que me mata a cada dia





Falsas promesas

Seus olhos tristes me dizem
   assim como o tempo
nosso amor vai esfriar
O céu vermelho denuncia
um dia o mundo pode acabar
E o que nos resta é esperar
Nada mais sobrou
Nem se quer um pedaço
da vida perfeita
que um dia você me jurou
Falsas promessas
revelaram sua verdadeira face
Nosso amor faleceu
Não espero mais nada
para este coração ateu




Preso No Passado

O amor é como o sangue que jorra de nossas lágrimas;
É como a dor profunda das feridas do passado;
Olho o horizonte e recordo o tempo que já se foi;
Dos momentos em que um dia já fui feliz;

Quando tinha alguém por perto para me guiar;
Agora a solidão insiste em me magoar;
Tento juntar o que sobrou de nos dois;
Olho para o horizonte esperando você voltar;

Quando o tempo para e nada parece mudar;
A agonia insiste em me sufocar;
Quando a solidão me faz sentir sua falta;
Quando a tristeza se torna minha única companhia;

De dias mortos sem existir;
Preso no tempo que já se foi;
Sonhando na esperança de um novo amor;
Que cicatrize as feridas que o tempo não consegue esquecer.



LUTO


Hoje é um dia em que não se pode mudar;
Apenas as lembranças podem voltar atrás no passado;
A solidão vem nos enfraquecer;
Agora só  o que me resta são momentos frios;
De quando a esperança se perde nesse luto;
O dia acabou em cinzas;
E a lembrança foi velada em nossas recordações;
Eu continuo caminhando sozinho;
Aguardando o que o destino me reservar;
A dor atormenta nossa vida;
A cada vez que tento recordar;
Você se foi em um dia qualquer;
E os dias ficaram entre as cinzas do que restou;
Sou forçado a acreditar que você nunca ira voltar;
Um novo dia começa em sua ausência;
Mas não quer dizer que tudo está perdido;
Suas lembranças sempre vão estar em minha mente;
E você sempre estará perto em meu coração.


Aproveite a vida enquanto ainda resta;
Não deixe seu futuro esperar;
Não perca tempo em duvidas de poder acontecer ou não;
Faça a cada instante o agora.


Páginas de sangue:


Tudo está tão diferente;
De como sempre foi;
Agora apenas posso te olhar;
Mas antes fazia parte dos seus momentos;

Tudo mudou;
Até o que parecia;
Não ser tão importante;
Para nos dois;
Quando penso em você;
Dou vida aos sentimentos;

Mas agora isso traz a dor;
Fico preso no passado;
Com a dor que agora;
Me faz pensar que isso é o fim;
Para nos dois;

Penso no passado;
E no que ainda restou;
Das lembranças;
Mas isso me machuca;
Por estar sozinho agora;

Recordando as cinzas;
Das histórias esquecidas;
Do nosso passado só sobrou;
Paginas cobertas de sangue;

As lembranças agora trazem a dor;
Fico preso em tudo o que se foi;
E a saudade me sufoca;
Quando penso em você.
                                                                                                                                                                                                                                                     

Páginas de sangue:

Tudo está tão diferente;
De como sempre foi;
Agora apenas posso te olhar;
Mas antes fazia parte dos seus momentos;

Tudo mudou;
Até o que parecia;
Não ser tão importante;
Para nos dois;
Quando penso em você;
Dou vida aos sentimentos;

Mas agora isso traz a dor;
Fico preso no passado;
Com a dor que agora;
Me faz pensar que isso é o fim;
Para nos dois;

Penso no passado;
E no que ainda restou;
Das lembranças;
Mas isso me machuca;
Por estar sozinho agora;

Recordando as cinzas;
Das histórias esquecidas;
Do nosso passado só sobrou;
Paginas cobertas de sangue;

As lembranças agora trazem a dor;
Fico preso em tudo o que se foi;
E a saudade me sufoca;
Quando penso em você


Lágrimas depressivas

É assim todo o dia
O sol clareia brando
A lua suaviza meu pranto
Medito sobre minha vida vazia

Lágrimas de suplício
Lágrimas geladas…
Lágrimas desperdiçadas…
Tentando aliviar meu martírio

E eu odeio tudo isso
Odeio sentir essa tortura
Ser seguida por essa amargura


Minha lamúria
Meu terror que queima minha alma
Minha mortificação que não me deixa ter calma
Minha eterna fúria

Lágrimas…
Lágrimas de dor
Lágrimas sem amor
Mágoas…

Tentei me afogar
Nessa lamentação inútil
Nesse lamento fútil
Na bruma que disfarça o mar

Mas isso não me protegeu
Só me trouxe mais aflição
Mas isso não me abateu

Pois, assim como eu
Nesse mundo profano
Sufocado nesse desejo insano
Muita gente morreu…
Nessa imortal depressão

LUTO









Odio


  Doce nostalgia
que se esconde
em tristes memórias
ao ver minhas lágrimas
molhando seu retrato sujo
marcado pelo desprezo
Triste melodia
que toca apenas nos sonhos
quando penso em ti
quando vejo o meu sangue
manchando aquelas palavras
escritas para mim
exalando todo o ódio
que em ti deposito
Odiando-te cada dia mais
transformando todo o meu amor
no mais temível sentimento



Um anjo a minha espera...


Não sei explicar o que sinto muito menos o que penso,
Não sei mais quem eu sou, muito menos quem fui
Não sei se amo, ou se apenas vivo
Não sei como posso explicar todas as coisas que vejo,
Sinto-me cada vez mais distante de mim
E mais perto de você, ou do fim
Os dias passam e eu já não os vejo passar,
As pessoas sofrem e eu sofro junto,
As minhas lagrimas percorrem em minha alma,
E meu corpo, implora pelo teu
Minha alma decaída chora e
Quando a noite chega, vago pelos cantos
Procurando alguma solução
Mas sempre volto ao meu ponto de partida
Não vejo outra saída a não ser implorar pelo teu amor
Procuro os teus olhos no meio da multidão,
Infelizmente não acho e nunca vou achar,
Porque meu anjo fostes embora?
Porque me deixaste sozinha nesse mundo?
Porque não me levou junto a ti,
Pra nas trevas vivermos o nosso amor?
Por quê?Sempre Por que...
Ontem fui ao seu encontro,
Encontrei almas decaídas e pessoas sofrendo
Seu tumulo enchi de flores vermelhas,
Deitei ao seu lado, e quando menos esperei
Lá estava eu, deitada ao seu lado
Meus pulsos cortados me levaram perto de ti,
Agora somos um, vivemos no mesmo lugar,
Mesmo mundo, e tenho certeza, que ninguém
Ira nos separar,pois se morri,foi pra ti mostrar o quanto
Te amo,e sei que também me amas,
Pois você estava em minha espera,
Nossos corações ainda batem,
Nossos sentimentos são os mesmos
Por isso meu anjo, espero poder
Imortalizar nosso amor
Pois só assim poderemos viver
Na eternidade de nossos beijos!!


Onde não pertenço...




Inutilizáveis correntes que carrego,
presas em meus pulsos de memórias,
vivas em instantes, matando-me, não nego!
O que já não tenho vivo em poucas glórias.
.
Enterro minhas lembranças de tormento,
no vago espaço de minha alma,
entres caídas flores e pura calma...
O vazio se torna meu contentamento.
.
Revoadas de escuridão,
entre tantos pensamentos,
misturando-me , em tanta solidão,
que limita meu sentir de tantos sentimentos.
.
Suspiros quebram o silencio intenso,
em cada nebulosa noite fria...
Queria tanto, achar-me onde merecia,
mas me encontro onde não pertenço.


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